
Capa de uma das edições da obra
Macbeth é uma tragédia escrita pelo inglês William Shakespeare, nascido em 23 de abril de 1564, que tem como uma de suas mais famosas obras, Romeu e Julieta, tal qual é um romance trágico, mas que em Macbeth, Shakespeare cria uma tragédia baseada no conflito-homem. É uma obra considerada por muitas populações como “maldita”, já que logo no início três bruxas traçam o destino de Macbeth revelando a ele tudo o que aconteceria em seu futuro, o que já seria de muito maligno, pois a bruxaria na época em que o livro foi escrito era considerada por muitos, um ato demoníaco. Seguindo as revelações das bruxas, Macbeth é logo informado de que se caso ocorresse alguma fatalidade onde o rei Duncan deveria deixar de governar, quem assumiria o poder poderia ser Macbeth, já que o rei fora informado por um sargento ferido que foi Macbeth quem lutou bravamente em prol da Escócia. Sendo assim, com a ajuda de sua esposa, Macbeth mata o rei cometendo um regicídio, já que no trecho proferido pelo rei fazendo referência a Macbeth: “Oh bravo primo! Que digno gentil-homem!” subentende-se que Macbeth tinha um parentesco com Duncan. Temendo por suas vidas os filhos de Duncan fogem e por possuir laços familiares com o rei, Macbeth assume o poder. Seguindo à risca as profecias das bruxas, Macbeth, manda matar quem o contrapõe e fica cada vez mais louco, chegando a ver até o fantasma de Banquo, um general do exército do rei. Desse modo, Macbeth vai ao encontro das bruxas e essas afirmam que ninguém nascido de uma mulher poderia matá-lo. Enquanto isso sua mulher atormenta-se pela culpa dos crimes que ela e o marido cometeram. Macbeth manda matar a família de Macduff, um nobre escocês, enquanto ele se refugia na Inglaterra. Quando esse descobre o feito, vai juntamente com Malcom e um exército no castelo de Dunsinane para matarem o tirano Macbeth. No mesmo período descobre-se que no castelo, Lady Macbeth suicida-se quando Malcom faz uma referência a ela falando que “como se acredita, por suas próprias e violentas mãos, tenha tirado sua própria vida”. Depois de muitas mortes, finalmente, no confronto entre Macbeth e Macduff esse afirma ter sido “rasgado do útero de sua mãe antes do tempo”, portanto não nascendo de uma mulher. Assim, Macduff corta a cabeça de Macbeth cumprindo a última profecia. Assim, Malcom, filho do rei Duncan finalmente assume o poder.
Em Macbeth, Shakespeare criou um conflito-homem baseado no conflito vivido pelo personagem central. A alma de Macbeth é disputada por sua ética inserida em seu “eu interior” e a busca desenfreada pelo poder na sociedade. Prova disso é o trecho em que Macbeth assassina o rei e fica atordoado com tal fato dando início a sua loucura, que provavelmente veio à tona devido à dúvida por ter feito tal prática que ultrapassava seus sentimentos humanos, mas que ao mesmo tempo só seria possível alcançar seu prestígio social tornando-a concreta.
A narrativa relata uma realidade ainda existente nos dias atuais, já que hoje muitas pessoas ultrapassam o que sempre fora considerado justo, ético e moral para terem prestígio na sociedade capitalista. Por mais que a obra tenha sido escrita há tempos distantes, o texto é certamente atual, já que tais incidentes acontecem ainda nos dias de hoje. As pessoas ultrapassam os sentimentos humanos para conseguir alavancar um chamado “sucesso” e se encontrarem no topo da sociedade capitalista.
Por Sayara