Caros Meliantes,

6 06UTC novembro 06UTC 2009

Bem-vindos ao blog  Caros Meliantes. Nós, Sayara e Bruno, somos  moderadores, namorados, e esperamos trazer para você, leitor, tudo o que há de mais atual rolando na rede.

Pretendemos expressar a nossa opinião e ouvir a de vocês também!

Caros Meliantes é o que há!!=D

O humor atual brasileiro: Pânico x CQC

6 06UTC novembro 06UTC 2009

Que tal pararmos um pouquinho para analisarmos o humor na mídia brasileira?! Eu poderia confessar certamente, que acredito estar um fracasso. Assim, vamos analisar perfis bem distintos, mas grandes nomes no cenário atual. Portanto, acredito estar óbvio que não falarei de Didi, Show do Tom e muito menos Pegadinhas Picantes do Tio Abravanel (esse cara na medida que a velhice aumenta a testosterona também sobe, porque o coroa está taradão!!). Poderia também falar do Casseta e Planeta, mas além de estar em uma baixa crescente esse se trata apenas de paródias de novelas globais, o que não é muito interessante para o debate. Falaremos então de CQC, custe o que custar e Pânico na TV, os maiores nomes do humor atual. Ambos não são concorrentes diretos por não exibirem seus programas em mesmo horário, entretanto, são rivais indiretos por tratarem do mesmo assunto: humor. Diferente de alguns telespectadores, não acredito que o CQC surgiu como cópia do Pânico, até porque, o humor dos programas é bem diferente: o CQC possui um perfil mais inteligente, envolvendo respostas rápidas e criticando de cara limpa quem deve ser criticado: os políticos brasileiros que roubam dinheiro público. Em contrapartida, o pânico tem um estilo bem comédia que se baseia apenas em críticas pessoais a quem muitas vezes não deveria mereceê-las e a quem nem presente está para se defender (como por exemplo, Clodovil e Michael Jackson com suas asas de anjo). Sem comentar a questão apelativa de colocar mulheres semi-nuas no palco. Talvez seja esse o motivo real da verdadeira audiência. Não preciso nem expressar de forma mais direta a minha opinião, mas também acho legal eles criarem bordões, contanto que esses fossem atualizados com o tempo porque faz um tempinho que eu acompanhava o programa e quando mudo para a Redetv no horário da transmissão, estão lá os mesmos “Ronaldos”, “Aííí” e “Peitinho”. O telespectador cansa. Mas até acho alguns personagens do Pânico bem engraçados, como o Christian Pior, Bola, César Polvilho e Emílio Zurita, o comandante do programa, mas eles não satisfazem de forma intelectual o público, como os 8 integrantes do CQC. Acredito que minha opinião está bem clara, e já que o blog é uma ferramenta virtual de intertextualidade opinativa, opinem aí o que vocês pensam sobre o assunto. Por Sayara

Macbeth, uma fotografia da sociedade moderna retratada no século XVII

6 06UTC novembro 06UTC 2009
Macbeth

Capa de uma das edições da obra

Macbeth é uma tragédia escrita pelo inglês William Shakespeare, nascido em 23 de abril de 1564, que tem como uma de suas mais famosas obras, Romeu e Julieta, tal qual é um romance trágico, mas que em Macbeth, Shakespeare cria uma tragédia baseada no conflito-homem. É uma obra considerada por muitas populações como “maldita”, já que logo no início três bruxas traçam o destino de Macbeth revelando a ele tudo o que aconteceria em seu futuro, o que já seria de muito maligno, pois a bruxaria na época em que o livro foi escrito era considerada por muitos, um ato demoníaco. Seguindo as revelações das bruxas, Macbeth é logo informado de que se caso ocorresse alguma fatalidade onde o rei Duncan deveria deixar de governar, quem assumiria o poder poderia ser Macbeth, já que o rei fora informado por um sargento ferido que foi Macbeth quem lutou bravamente em prol da Escócia. Sendo assim, com a ajuda de sua esposa, Macbeth mata o rei cometendo um regicídio, já que no trecho proferido pelo rei fazendo referência a Macbeth: “Oh bravo primo! Que digno gentil-homem!” subentende-se que Macbeth tinha um parentesco com Duncan. Temendo por suas vidas os filhos de Duncan fogem e por possuir laços familiares com o rei, Macbeth assume o poder. Seguindo à risca as profecias das bruxas, Macbeth, manda matar quem o contrapõe e fica cada vez mais louco, chegando a ver até o fantasma de Banquo, um general do exército do rei. Desse modo, Macbeth vai ao encontro das bruxas e essas afirmam que ninguém nascido de uma mulher poderia matá-lo. Enquanto isso sua mulher atormenta-se pela culpa dos crimes que ela e o marido cometeram. Macbeth manda matar a família de Macduff, um nobre escocês, enquanto ele se refugia na Inglaterra. Quando esse descobre o feito, vai juntamente com Malcom e um exército no castelo de Dunsinane para matarem o tirano Macbeth. No mesmo período descobre-se que no castelo, Lady Macbeth suicida-se quando Malcom faz uma referência a ela falando que “como se acredita, por suas próprias e violentas mãos, tenha tirado sua própria vida”. Depois de muitas mortes, finalmente, no confronto entre Macbeth e Macduff esse afirma ter sido “rasgado do útero de sua mãe antes do tempo”, portanto não nascendo de uma mulher. Assim, Macduff corta a cabeça de Macbeth cumprindo a última profecia. Assim, Malcom, filho do rei Duncan finalmente assume o poder.
Em Macbeth, Shakespeare criou um conflito-homem baseado no conflito vivido pelo personagem central. A alma de Macbeth é disputada por sua ética inserida em seu “eu interior” e a busca desenfreada pelo poder na sociedade. Prova disso é o trecho em que Macbeth assassina o rei e fica atordoado com tal fato dando início a sua loucura, que provavelmente veio à tona devido à dúvida por ter feito tal prática que ultrapassava seus sentimentos humanos, mas que ao mesmo tempo só seria possível alcançar seu prestígio social tornando-a concreta.
A narrativa relata uma realidade ainda existente nos dias atuais, já que hoje muitas pessoas ultrapassam o que sempre fora considerado justo, ético e moral para terem prestígio na sociedade capitalista. Por mais que a obra tenha sido escrita há tempos distantes, o texto é certamente atual, já que tais incidentes acontecem ainda nos dias de hoje. As pessoas ultrapassam os sentimentos humanos para conseguir alavancar um chamado “sucesso” e se encontrarem no topo da sociedade capitalista.

Por Sayara


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